2 de Nov de 2009

Voltámos, dissemos, quando o que fizemos não foi mais que partir. Nunca se volta. Nunca. Mas parte-se sempre, mesmo que não se saiba para onde ou porquê. Não há regresso porque o caminho foi batido pelo vento, tomado pelas silvas, percorrido por outras viagens e viajantes. É já outro o caminho e determina o destino. É impossível regressar, mesmo quando ao partir o nosso desejo é de regresso. A vontade não altera o destino, quanto muito acompanha-nos ao longo do percurso. Porque não podemos regressar, saibamos apenas que partimos. E que ao partir o nosso destino pode ser o encontro.

2 .º disse:

Sofia disse...

E um email, há?

ivone disse...

Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem

Sophia de Mello Breyner